história do patchwork

Uma Breve História do Patchwork

Qual é a História do Patchwork?

A história do patchwork é longa…

Patchwork é uma palavra de origem inglesa, traduzindo:

  • Patch: retalhos de tecidos, remendos ou peças. Também chamado de piece.
  • Work: trabalho.

Patchwork significa, assim, o trabalho feito a partir de retalhos de tecidos, unidos por meio de técnicas diversas, criando-se vários tipos de desenhos/padrões.

Em outras palavras, o patchwork é o processo de costurar unindo pedaços (pieces) de tecidos para formar uma peça maior (blocos).

Repetindo-se a sequência de costurar vários blocos (iguais ou diferentes), alcançaremos uma peça maior ainda. Essa peça (contendo vários desenhos em blocos costurados) é conhecida por TOPO (tampo) do quilt.

Ao colocar este topo sobre a manta e o forro, formamos um sanduíche de 3 camadas, denominado quilt.

Origem do Patchwork

A origem do patchwork e quilt é muito antiga. Existem registros desde 3400 a.C. Sua história nos mostra que a costura e os bordados já estavam presentes nas antigas civilizações do Egito, Pérsia, Índia e China. Principalmente, nos acolchoados (quilts) encontrados nas tumbas de reis e rainhas dessa época. Também são encontrados nos desenhos registrados nas pirâmides com faraós usando uma vestimenta similar ao patchwork.

Mas, foi na Europa Ocidental (Inglaterra, Alemanha, França e Itália), durante o século XVI (Cruzadas), que o trabalho do patchwork se desenvolveu mais fortemente. As roupas utilizadas por soldados embaixo das armaduras de ferro eram feitas com restos de tecidos. Nessa época, verifica-se que o patchwork tinha um caráter somente utilitário. Para se usar como roupa ou para se proteger do frio intenso (colchas ou cobertores).

Fugindo das perseguições religiosas que sofriam na Europa, em meados do século XVII, os peregrinos e imigrantes ingleses colonizaram e desbravaram a América do Norte, levando, nas malas, para o Novo Mundo, suas colchas (seus quilts) e a tradição familiar do patchwork.

Estes colonizadores eram extremamente rígidos com suas esposas. Eles somente lhes permitiam sair de casa em 2 situações: para irem à igreja ou para irem às reuniões de quilteiras, chamadas de quilting bees.

Os homens dessa época acreditavam que, se suas mulheres estivessem sempre com “as mãos ocupadas” fazendo colchas, não haveria espaço para maus pensamentos em suas cabeças.

 O Patchwork como Técnica Artesanal

Foi nesse momento da história que o patchwork foi difundido como uma técnica artesanal eminentemente feminina e de tradição familiar, pois as quilting bees eram a única forma de socialização dessas mulheres. Elas passavam horas e horas juntas, conversando, debatendo e transformando os encontros em momentos longos e duradouros de liberdade de expressão, já que a figura masculina não estava presente.

Como as quilteiras permaneciam muitas horas em reunião, a técnica do patchwork começou a ganhar aperfeiçoamentos. Cada vez que se encontravam, essas mulheres não queriam somente costurar uma simples colcha de retalhos. Também começavam a estudar e a criar novas técnicas de desenhos e padronagens. Tudo isso para que os trabalhos demorassem mais tempo para finalizar, proporcionando mais horas de socialização das mulheres nas quilting bees.

Os quilts (as colchas) resultantes dessas reuniões expressavam todos os sentimentos mais íntimos, os desejos, as angústias e posições políticas dessas mulheres. Assim, aos poucos, o patchwork e o quilt passaram a ter, além do caráter utilitário que já possuíam, também o caráter decorativo e ornamental.

Mecanização e Facilitadores

Em 1846, com a invenção da primeira máquina de costura doméstica, o patchwork passou a ser feito também à máquina.

Mas foi no período das grandes guerras mundiais que ocorreu um significativo declínio na tradição do patchwork. A técnica foi deixada de lado e quase esquecida. As mulheres se viram obrigadas a sair para trabalhar fora, enquanto seus maridos iam para a guerra. Não sobrava mais tempo para os trabalhos de quilt. Há relatos que a técnica quase desapareceu.

Porém, na década de 70, o movimento hippie trouxe de volta a característica artesanal para suas roupas. Aí, não deu outra! O patchwork e o quilt retornaram com força total. Ufa! A partir deste momento, o mundo patchworkeiro veio para ficar.

Em 1978, a indústria criou materiais e instrumentos facilitadores do trabalho artesanal, como o cortador rotatório, a placa de base e as réguas. Posteriormente, grandes indústrias têxteis também passaram a investir em tecidos com estampas especiais, visando comercializar para este público. Livros e revistas, contendo infinidades de moldes, começaram a ser publicados.

Patrimônio Cultural

Hoje, o patchwork é considerado um patrimônio cultural dos Estados Unidos, pois, mesmo sua origem não tendo sido nesse país, foi lá que se desenvolveu intensamente. Lá, existem vários museus, exposições, festivais e cursos realizados anualmente. O que nos faz concluir que, atualmente, o patchwork não é somente um simples trabalho artesanal, mas, com toda a certeza, trata-se de uma verdadeira arte, que movimenta bilhões de dólares por ano.

O Patchwork no Brasil

No Brasil, o patchwork só foi conhecido a partir da imigração dos italianos, alemães, ingleses e americanos. Foi durante a escravidão que surgiram os fuxicos, conhecidos como patchwork brasileiro.

A partir da década de 80, vários ateliês brasileiros foram inaugurados com aulas ensinando as técnicas do patchwork e do quilt. Os dois principais interesses que impulsionavam as mulheres a procurar essas escolas eram a busca de um bem estar pessoal (como forma de terapia) e também uma fonte de renda alternativa.

Atualmente, o patchwork e o quilt estão, cada vez mais, ganhando novas adeptas. E, confesso: quanto mais se conhece do seu mundo, mais difícil torna-se sair dele.

O patchwork é pura magia, é terapêutico, é recompensador. Torna as pessoas mais sociáveis, elevando sua autoestima. A interação das amantes deste trabalho vai além das fronteiras do seu país. Com a ajuda da internet, é possível se identificar com “patchworkeiras” e “quilteiras” do mundo todo. E isso é bom demais!

Fonte:  http://www.ganhemaiscirculo.com.br/origens-do-patchwork-e-suas-principais-nomenclaturas/

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